A Poesia é um Gesto Eterno

Bolhas no espaço, produzidas por ventos solares, constituídos por partículas de átomos ionizados. Bolhas no meio de partículas de átomos ionizados.

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Sábado, Agosto 02, 2008


(Paul Cézanne, "The Lake at Annecy")
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Um sorriso
Que do horizonte meu vem
Como se as praças
Fossem a cavalaria
Nas estradas cantando
O centro das notas
Eu vejo mais do que já vi
Um arco-íris em revolução
A história de uma casa
Que agora ergue
As suas mãos
Na minha direcção
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Lisboa menina e moça encontrou o seu amor, encantou-se feita borboleta e tudo nela voava, cada asa um sorriso, só o ver mexer dele ela tremeluzia. Lisboa menina e moça que belo moço voa contigo, uma união originada por uma borboleta que andava perdida numa pradaria.
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Sexta-feira, Agosto 01, 2008


as flores crescem mais depressa
nas nossas mãos
flores de cor que ardem as cores
porque a sua chama
é de trigo, milho e centeio
a jornada começa com o sol brilhando
sobre todas as janelas abertas
e deixa o olhar radiante
palavras de néctar
estas que falo contigo
porque o caminho para casa
é uma ave rumando sul
já se ouve o seu som
por estas paisagens
vai ao sabor de um vento
que a quer levar
vai ao sabor de tudo
o que é verde e azul
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Se há liberdade nesse escorregar de dias, então há laços que se abrem, tranbordando como uma sala sem medidas, lagos sem feridas, futuros em contrução.
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Quinta-feira, Julho 31, 2008


Depende do olhar ; )
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se nessa poética eu levo
o que tenho comigo
as pérolas da minha pele
inundam o tua encosta
de um perfume que trago
sempre no meu abraço
no teu peito soltar-me
e sermos a própria vida
nos passos da casa
que é a nossa essência
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(Fada Oriana)
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as flores crescem
nas mãos quando tocas
as mãos dela
e o mundo aquece
com o calor
de todos os girassóis
cantando nessa dança
o vosso abraço
é o mais profundo
como um clarão
que cresce liberdade
empurrando todas as embarcações
porque não há maior liberdade do que o amor

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centopeio de rota desviada
veio até mim parar
ele tinha uma certa ternura
no seu ternurento olhar
no meu girassol eu acalmei
o seu voo de borboleta
um abrigo me ofereceu
no meio de tantas patas e asinhas
convideio-o para fazer
parte da minha seara
não há dúvida que somos
amores perfeitos
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